O que é melhor na corrida: passada longa ou curta?


                                                                                                                                                                                                                                                  


Esqueça aquelas passadas gigantes de Usain Bolt que impressionaram o mundo nas últimas Olimpíadas. Na corrida de rua, o segredo é não tentar imitar o velocista jamaicano. Diante de distâncias maiores e esforço repetitivo, a técnica cada vez mais aceita por cientistas e treinadores consiste em uma passada curta, mas com frequência alta.

Resumindo: passos curtos e mais rápidos. No entanto, se isso inicialmente parece distante do que você faz hoje na corrida, não se preocupe. Adotar essa técnica requer tempo e paciência. Se o processo for bem feito, as chances de lesão se tornam menores.

“Estudos recentes têm apontado que uma passada mais curta e mais frequente pode evitar o aumento de sobrecarga articular e o desgaste muscular, já que há uma melhor angulação de toque do pé no chão”, opina Rodrigo Lobo, diretor-técnico da Lobo Assessoria Esportiva.

Isso quer dizer que, com a passada mais curta e em um ritmo mais alto, as articulações do joelho, por exemplo, sentem menos pressão. O mesmo acontece com o quadril, que precisa absorver menos carga.

“O pouso também fica mais suave. Como o corredor reduz a distância entre o ponto de aterrissagem do pé e o centro de gravidade, ele diminui a força natural de frenagem”, concluiu Bryan Heidersheit, PhD do Departamento de Engenharia Biomecânica que conduziu estudo sobre o tema na Universidade de Wisconsin.

Para tentar adotar essa passada mais curta, é importante ter cuidado. “Quando a velocidade aumenta, consequentemente a passada se alarga, mas não é aconselhável forçar esse alongamento. Isso acontece naturalmente”, alerta Lobo.

Técnicos de elite chegaram à conclusão que o número de passadas ideal por minuto é de 180. No entanto, para um atleta amador, a melhor estratégia é esquecer esse número e prestar atenção em seu padrão pessoal.

Se, por exemplo, seu ritmo atual é de 150 passadas por minuto, experimente aumentar isso em 10% (165 passadas). Assim, naturalmente, a frequência de passadas será maior e a técnica ideal se tornará um hábito.



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